O paraibano José Gomes Filho, conhecido como Jackson do Pandeiro e reconhecido como "O Rei do Ritmo", é considerado o maior ritmista da história da MPB, e ao lado do pernambucano Luiz Gonzaga foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 LP, desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953 até o último álbum, "Isso é que é Forró", de 1981, foram 29 anos de carreira artística.Nesta gravação de 1959 da antológica "Chiclete com Banana", de autoria de Gordurinha e Almira, Jackson faz dura crítica à influência da música estrangeira sobre a MPB, motivada pela expansão do rock´n roll e da bossa nova. Um registro raro onde se conta também com a presença de outro lendário músico brasileiro, Carlinhos Pandeiro de Ouro.
(foto reprodução)
Gilberto Gil, Fernanda Abreu, Lenine, todos os antenados da MPB se renderam ao Mestre. Graaaande Jack Soul Brasileiro!
ResponderExcluirBem lembrado, Jonny!
ResponderExcluirUma observação: neste samba pela primeira vez se utilizou a expressão "Samba rock", em 1959, que depois seria amplamente usada pelo pessoal que curte o "fusion".
Abs.
Gosto também da "Comadre Sebastiana". Para mim, o Jackson do Pandeiro é um dos mais importantes artistas brasileiros de todos os tempos e tenho um amigo que fazia um trabalho que misturava vários ritmos, com muita influência dele, com muito Xaxado, Baião, Xote e muita literatura de Cordel e que buscava algumas letras de poesias de um dos maiores poetas brasileiros, que infelizmente, pouquíssimos o conhecem, que foi o Patativa de Assaré, um poeta semi-analfabeto.
ResponderExcluirPois então, Este meu amigo, o Beirão, fazia uma fusão disso tudo e com uma pitada de rock (baixo, guitarra, bateria, violas, sanfona, triângulo, zabunba e violino), isto, denominado na época aqui em Brasília de ForróRock e ele e a Cassia Eller eram os que enchiam um bar cult aqui da cidade. A Cássia fez sucesso e ele tomou rumo da Europa e ficou por lá.
Agora de tudo isto, uma indignação para nós é que quando fomos à Radio Nacional divulgar o trabalho dele, não havia um disco sequer do Jackson do Pandeiro (Rádio Nacional!!!).
Jovino
Ah!!! E por falar nestes ritmos, dê uma olhada neste meu Xará, que assisti a muitos shows dele aqui na cidade quando acompanhava o bruxo Hermeto Paschoal, um grande pianista e que fazia uma fusão disto tudo, aqui, em um trabalho dele.
ResponderExcluirJovino
http://www.youtube.com/watch?v=O0IBIMFro7k
Coincidência ou não, nesta quarta feira, ocorreu uma sessão especial no Senado, homenageando o Patativa que completaria os seus 100 anos. Até um filho dele esteve presente mais um bando de politicos (sempre presentes por óbvio) com direito a cantoria efetuada por uma moça do nordeste acompanhada por um duo de cordas. Homenagem simpática no meio daquele circo de horrores que é o Senado.
ResponderExcluirEu aprecio muito os regionalismos e o Patativa era um mestre na área.
Completando, já que aa maioria das homenagens são feitas depois que o peão trocou de andar, me ocorre que bem poderiam realizar uma, homenageando o Jackson que é outra figura daquelas que sempre nos remetem a lembranças musicais sui generis, especialmente para quem é de Sampa (como eu) ou mais pra baixo do país..
ResponderExcluirNão se esquecendo tambem da grande Almira, parceira do Jackson e figura importante na vida e na carreira do musico.
ResponderExcluirChiclete com Banana é um classico.
Reginaldo, já que você também é um fã do Patativa, relembrando um verso de uma poesia dele: "a gente pra ser poeta não é preciso ter professor, basta ver o mês de maio, um poema em cada gaio e velso em cada flor".
ResponderExcluirJovino
Eu apreceio muntcho o cordel.
ResponderExcluirUma delíça de ler...
E não é verdade o 'velso' acima?