quinta-feira, 4 de junho de 2009

CHICLETE COM BANANA...

O paraibano José Gomes Filho, conhecido como Jackson do Pandeiro e reconhecido como "O Rei do Ritmo", é considerado o maior ritmista da história da MPB, e ao lado do pernambucano Luiz Gonzaga foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Sua discografia compreende mais de 30 LP, desde sua primeira gravação, "Forró em Limoeiro", em 1953 até o último álbum, "Isso é que é Forró", de 1981, foram 29 anos de carreira artística.




Nesta gravação de 1959 da antológica "Chiclete com Banana", de autoria de Gordurinha e Almira, Jackson faz dura crítica à influência da música estrangeira sobre a MPB, motivada pela expansão do rock´n roll e da bossa nova. Um registro raro onde se conta também com a presença de outro lendário músico brasileiro, Carlinhos Pandeiro de Ouro.
(foto reprodução)

9 comentários:

  1. Gilberto Gil, Fernanda Abreu, Lenine, todos os antenados da MPB se renderam ao Mestre. Graaaande Jack Soul Brasileiro!

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  2. Bem lembrado, Jonny!

    Uma observação: neste samba pela primeira vez se utilizou a expressão "Samba rock", em 1959, que depois seria amplamente usada pelo pessoal que curte o "fusion".

    Abs.

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  3. Gosto também da "Comadre Sebastiana". Para mim, o Jackson do Pandeiro é um dos mais importantes artistas brasileiros de todos os tempos e tenho um amigo que fazia um trabalho que misturava vários ritmos, com muita influência dele, com muito Xaxado, Baião, Xote e muita literatura de Cordel e que buscava algumas letras de poesias de um dos maiores poetas brasileiros, que infelizmente, pouquíssimos o conhecem, que foi o Patativa de Assaré, um poeta semi-analfabeto.
    Pois então, Este meu amigo, o Beirão, fazia uma fusão disso tudo e com uma pitada de rock (baixo, guitarra, bateria, violas, sanfona, triângulo, zabunba e violino), isto, denominado na época aqui em Brasília de ForróRock e ele e a Cassia Eller eram os que enchiam um bar cult aqui da cidade. A Cássia fez sucesso e ele tomou rumo da Europa e ficou por lá.
    Agora de tudo isto, uma indignação para nós é que quando fomos à Radio Nacional divulgar o trabalho dele, não havia um disco sequer do Jackson do Pandeiro (Rádio Nacional!!!).
    Jovino

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  4. Ah!!! E por falar nestes ritmos, dê uma olhada neste meu Xará, que assisti a muitos shows dele aqui na cidade quando acompanhava o bruxo Hermeto Paschoal, um grande pianista e que fazia uma fusão disto tudo, aqui, em um trabalho dele.
    Jovino
    http://www.youtube.com/watch?v=O0IBIMFro7k

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  5. Coincidência ou não, nesta quarta feira, ocorreu uma sessão especial no Senado, homenageando o Patativa que completaria os seus 100 anos. Até um filho dele esteve presente mais um bando de politicos (sempre presentes por óbvio) com direito a cantoria efetuada por uma moça do nordeste acompanhada por um duo de cordas. Homenagem simpática no meio daquele circo de horrores que é o Senado.

    Eu aprecio muito os regionalismos e o Patativa era um mestre na área.

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  6. Completando, já que aa maioria das homenagens são feitas depois que o peão trocou de andar, me ocorre que bem poderiam realizar uma, homenageando o Jackson que é outra figura daquelas que sempre nos remetem a lembranças musicais sui generis, especialmente para quem é de Sampa (como eu) ou mais pra baixo do país..

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  7. Não se esquecendo tambem da grande Almira, parceira do Jackson e figura importante na vida e na carreira do musico.
    Chiclete com Banana é um classico.

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  8. Reginaldo, já que você também é um fã do Patativa, relembrando um verso de uma poesia dele: "a gente pra ser poeta não é preciso ter professor, basta ver o mês de maio, um poema em cada gaio e velso em cada flor".
    Jovino

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  9. Eu apreceio muntcho o cordel.
    Uma delíça de ler...

    E não é verdade o 'velso' acima?

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