Como tudo que é novo, o KERS está longe de ser uma unanimidade entre as equipes de F1. Além dos problemas de segurança já ocorridos - como o choque no mecânico da equipe BMW ou o incêndio na equipe Red Bull, que paralisou a fábrica por duas horas - os engenheiros questionam até que ponto um aumento de no máximo 80 HP de potência no motor contra um acréscimo no peso do carro em aproximados 60 quilos, vai valer a pena. Além disso, os projetistas demonstram preocupação em relação ao equilíbrio e a aerodinâmica, tendo em vista que o equipamento ficará na parte traseira do carro.
É bom lembrar que o KERS não é exatamente uma novidade. Em 1999, o engenheiro de motores da Mercedes-Benz Mario Illen já desenvolvia esquema parecido que prometia um acréscimo de 45HP nos motores, mas que, por ironia, foi barrado pela própria FIA.
Como seu uso será opcional em 2009 e obrigatório apenas em 2010, haverá ainda muito tempo para desenvolvimento e discussão.
Haja choque!
(reprodução - photo and idea by Dú)
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Que a FIA vá plantar árvores...