domingo, 19 de julho de 2009

SEMANA DO ROCK NO COMPARSAS - "FINAL"


E vamos chegando ao "final" da Semana do Rock no Comparsas. Agradecemos a todos que mandaram sugestões (e que na medida do possível foram atendidas), mas infelizmente não se pode agradar a todos, senão este blog se tornaria um blog musical e o perfil não é este, vocês sabem disso. Lógico que sempre teremos um som pra postar e comentar, mas a idéia desta semana foi isso mesmo: postar músicos que fizeram história. Muitas bandas que não apareceram neste especial, acreditem, serão ouvidas nos marcadores existentes do blog. Sem mais delongas, fecharemos com um cara que está na ativa até hoje, num show recente do ano passado. E como ele mesmo diz na letra, ROCK'N ROLL WILL NEVER DIE. E o outro foi uma referência musical para todos os músicos e roqueiros do planeta, principalmente por ser um guitarrista que toca tudo e mais um monte com maestria e uma ironia finíssima. Mas foi-se aos 5.4, infelizmente.
Com vocês, NEIL YOUNG e FRANK ZAPPA.



24 comentários:

RACER X disse...

My My, Hey Hey (Out Of The Blue)
Neil Young

Composição: Indisponível

My My, Hey Hey
Rock and roll is here to stay
it´s better to burn out
Than to fade away
My My, Hey Hey

Out of the blue and into the black
They give you this, but you pay for that
And once you're gone, you can never come back
When you're out of the blue
And into the black

The king is gone but he's not forgotten
Is the story of Johnny Rotten?
It's better to burn out 'cause rust
The king is gone but he's not forgotten

Hey hey, my my
Rock and roll can never die
There's more to the picture
Than meets the eye


Tradução:
O Rock 'n’roll está aqui para ficar
É melhor apagar
Do que desaparecer
My my, hey hey.

Do nada e para a escuridão
Eles te dão isso, mas você paga por aquilo
E assim que você se vai, você nunca pode voltar
Quando você não é esperado

O rei se foi, mas ele não foi esquecido
Essa é a história de Johnny Rotten
É melhor apagar do que enferrujar
O rei se foi, mas ele não foi esquecido

Hey hey, my my
Rock'n’roll nunca pode morrer
Há mais na figura
Do que vêem os olhos
Hey hey, my my.

regi nat rock disse...

Yes !!!!!

RACER X disse...

Cadê o Jovino e o Irineu???

Irineu disse...

Tô aquí,

pensando se vale a pena fazer listas com os maiores e/ou melhores do rock´n´roll.

Sobre os critérios a serem usados: Popularidade? Se for esse, é só entregar a taça para os Beatles e passar a régua no assunto. Qualidade? Se assim for, tem vários a dividir os primeiros lugares. Impacto midiático? Nesse quesito até a Nina Hagen tem chance. Algum outro critério técnico? Aí já não posso falar nada porque não sou músico.

Então tá. Vou de gosto pessoal mesmo. E do que eu gosto mesmo? Bão, basicamente de coisas inusitadas, inovadoras e diferentes. Eu gosto do lado B dos discos pouco divulgados, por assim dizer. Alguns exemplos: King Crimson (leia-se Robert Fripp e Adrian Belew), Gentle Giant, Liquid Tension Experiment, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé e Lenine. Dentre vários.

Mas esse meu post é sobre o Frank Zappa, que ouví pela primeira vez aos 16 ou 17 anos, na casa do Ricardo Bechelli, colega de classe do Colégio Objetivo e filho de um cara que tinha uma empresa que patrocinava o Alfredo Guaraná Menezes na antiga Divisão 3 (he he he... SEMPRE na minha vida teve carro entranhado na história). Po-jama People foi a primeira música que ouví dele. Nhééééin nhé nhé héin nhé nhé héin nhé nhé héin, hoe hoe hoe. Que refrão era esse! Que mané chalalalalá, uôuôuô o cacete! Logo em seguida, o disco todo (One Size Fits All) foi devorado ávidamente. Pouco tempo depois, a tripla Bola, Bolinha e Artur (aquele cara que apresenta um programa matutino para mulheres não lembro em qual canal) desfilou uma imensa discografia com uma sonoridade inacreditável e letras prá lá de sarcásticas.

Não adiantou me botar para escutar Toto, Fleetwood Mac e Bryan Ferry (ê bom gosto! Diria o Bolinha). Passei anos quase que só escutando Frank Zappa e garimpando os caros discos importados em lojas e sebos.

Minha intuição já dizia na época que o cara era um gênio. E gênio no estilo que eu mais gostava: contestador e afrontador do establishment. Além de um puta guitar player.

E que músicos tocaram com o Frank! A maioria continua fazendo ótimos trabalhos ou em outras bandas ou solo. E tinha que ser músico para tocar com ele. Cada instrumento da banda tinha sua partitura, o que me faz entender o brilho do Adrian Belew, do Geroge Duke, do Chester Thompson, do Steve Vai, do Terry Bozzio, do Ike Willis (que voz tem esse crioulo!) e vários outros do mesmo naipe. Apesar de não tocar há mais de 30 anos, vale a pena procurar no Youtube os videos da Ruth Underwood tocando na marimba uma parte de Inca Roads.

Graças ao Youtube (de longe o gadget mais legal da internet) não preciso mais procurar CDs em lojas. Sempre tem algum video a ser desbravado. O de ontem, por sinal, foi o da provável primeira aparição do Zappa na TV, aos 22 anos (cabelinho cortadinho, sem o famoso bigode, terno e gravata. Muito mais bizarro do que a aparência usual), tocando... bicicleta!

Tá aquí o link da entrevista (1 de 4) no Steve Allen Show: http://www.youtube.com/watch?v=8e3I0iagWXU&feature=related

O Frank escreveu música durante uns 35/40 anos. Eu escuto há mais de 30. Ainda não escutei tudo e duvido que tenha tempo para ouvir (sozinho, na calada da noite, prestando atenção e repetindo várias vezes o mesmo trecho, as usual) o que falta nos próximos 30 anos.

Paradoxalmente, (não) termino este breve relato citando... Joey Ramone (que também gostava do Frank):

I got a lot to say!
I got a lot to say!
I got a lot to say!
I got a lot to say!

I can´t remember now
I can´t remember now
I can´t remember now
I can´t remember now

Irineu disse...

Jonny,

Paguei minha dívida. Vamos marcar um chopp ou similar qualquer hora dessas.

:)

Primo disse...

Ei, tb vou nesse chopp...quero ouvir mais historias de rock´n´roll!!!
Meu amigo Jonny foi chamado a chincha, pra postar essa semana do rock e mandou muito bem!
Valeu Jonny, thanks !!!

Jovino disse...

Jonny,
Interessante que você postou exatamente dois caras que eu curti muito, que é o Neil Young e o Frank Zappa e que eu procurava até os imitar usando, no caso do Neil Young, as camisas xadrez e as suíças enormes. No caso do Frank Zappa, eu cheguei a usar a famosa Mosca debaixo da boca. Mas isto é coisa de jovem adolescente que tentava ser igual a seus ídolos.
O Frank Zappa foi um dos maiores loucos (no bom sentido) que o rock produziu, grande músico e ótimo compositor. O seu som misturava Rock, Jazz, música clássica, mas tudo isto com uma pitada meio anárquica como pode ser comprovado no disco Mothers (Filmore East) de 1971 e chegou até a colocar a faixa “Happy Toguether” nas paradas de sucesso, mas depois dela, vinha uma muito louca chamada “Do you like my New Car”.
Outro disco dele que curto muito foi o “One Zize Fitz All de 1975” (aquele do sofazinho vermelho) um pouco mais pesado, mas o disco que causou polêmica foi o “We’re Only in It for The Money”, pois sua capa fazia uma apologia às figuras históricas retratadas na capa do “Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band” quando ele colocou um monte de personagens Hippies, inclusive, ele, estava vestido de babá.
Uma vez conheci aqui em Brasilia o Maestro Julio Medaglia que me disse que foi colega do Frank Zappa num conservatória de música erudita na Europa, por isto, o seu lado clássico sempre esteve presente em seus discos.
Morreu em 1993 com uma doença que foi um alerta para o homem moderno, o câncer de próstata, com 54 anos, ainda muito jovem e no auge de sua carreira.
Neil Youg, sou fã incondicional, depois da era paulera que o rock teve com grandes bandas, como Led Zeppelin, Stones, Who, o rock partia para um momento mais tranqüilo, mais suave, foi quando apareceram artistas como James Taylor, Crosby Still Nash e Young, com destaque para o Neil Yoong que teve uma carreira solo consagradora e que se mantém até hoje, como mostra o vídeo em questão.
Dos discos dele, que não são poucos, gosto do “American Stars in Bars” em que ele toca todos os instrumentos de uma determinada música e o “Harvest”, para mim, o melhor dele, além de algumas coletâneas lançadas.
Jovino

RACER X disse...

Caracete!!!!
Ufa!
Zappa e Young, muitas lembranças.
Jovino & Irineu, ou, Irineu & Jovino dissermitaram pracas. \
Falar de Zappa é uma coisa óbvia.
Escutar Zappa é mais além, sem presunção nenhuma e perdendo um pouco mais da humildade que me resta, é um tapa na cara.
A cultura americana e planetária caricaturarizadas em instrumentos, compassos, solos, vocais e o escambau é de foder!!
Ouvir esses albuns citados (particularmente eu fui apresentado

Mas o Neil Young tava legal em Madrid tb!
Arrebentando tudo, que que foi aquilo???

RACER X disse...

Caracete!!!!
Ufa!
Zappa e Young, muitas lembranças.
Jovino & Irineu, ou, Irineu & Jovino dissermitaram pracas. \
Falar de Zappa é uma coisa óbvia.
Escutar Zappa é mais além, sem presunção nenhuma e perdendo um pouco mais da humildade que me resta, é um tapa na cara.
A cultura americana e planetária caricaturarizadas em instrumentos, compassos, solos, vocais e o escambau é de foder!!
Ouvir esses albuns citados (particularmente eu fui apresentado

Mas o Neil Young tava legal em Madrid tb!
Arrebentando tudo, que que foi aquilo???

RACER X disse...

Jovino, quanto aa "mosca", pergunta pro Primo DesFalkatrua da minha foto no RG. Sheik y buti e Joe's Garage foram minhas primas audições...depois veio tudo citado.
Tenho uns amigos que tocavam na Scrutinizer Band, sampa band cover do Zappa. PROFISSA!
vou mandar os links

Jovino disse...

É muito legal ter vivido tudo isto. Tinha um amigo, o Tonico Maluco que era fã incondicional do Zappa e tinha tudo dele, mas tudo mesmo, até os importados e nas festas para colocar o Zappa, principalmente, o Mothers, era complicada porque o disco é muito louco e muita gente não estava preparada para aquele som.
Agora, ele tinha uma visão apurada em relação à músicos, pois lançou um bocado deles, dos que eu me lembro agora e que se consagraram depois, Jean Luc Ponty, Steve Vai (não sei se escrevi certo), acho que o Irineu citou alguns também, e muitos outros que não me lembro agora.
Agora tenho que ir trabalhar, pois como te disse, não tenho mais acesso aos blogs por lá, bloquearam tudo.
Jovino

RACER X disse...

agora só se acessa o blog do Lula, hahaha

Bom, vira e mexe eu deixo munha mosca crescer, atualmente estou assim.
O disco no Filmore East eu tenho, oouvi pracas...tb tenho o Live in New York, duplo, maravilhoso!
Além de HAPPY TOGETHER, o Zappa emplacou na s rádios "YOU ARE WHAT YOU IS", época que ele entrou na era videoclip.
E "BOBBY BROWN" toca até hj na Eldorado FM.
abs comparsitos

regi nat rock disse...

Pusta que los pariles, como diz o Erik.
Aqui não é só diversão.
É cultura, e muuuuuuita mesmo da melhor qualidade.


Repito:
Como é que vcs conseguem guardar na memo tanta informação?
Eu só ouço e curto.

POder só acessar o 'brog' do molusco, irá comprometer a sua saúde mental...

Irineu disse...

O Ike Willis já veio para o Brasil algumas vezes para tocar com a excelente cover Scrutinizer. Só que eu não fui ver. E teve até show grátis em São Paulo. Até no Jô Soares os caras tocaram. Tem tudo no Youtube. Basta procurar.

Mudando de assunto mas dentro do mesmo tema, tenho dois discos (DISCOS, não CDs) piratas do FZ prontos para serem ripados e transformados em mp3 ou similar. Alguém se habilita?

RACER X disse...

Irineu, como diria os mano, hoga na mão que dou conta dessa ripagem.

Regi, aqui só tem maluco culto, hehehe

Primo, foi um prazer postar essa semana, vlw.

Jovino, hackeia o blog do lula, hahahaha

RACER X disse...

Pra quem quiser conhecer o excelente trabalho da banda brasileira cover do Zappa, a The Central Scrutinizer Band, do meu amigo Guto Sciotti (irmão do Derico) e sendo que a maioria dos membros da banda é aqui do Brooklin, acessem este link com eles tocando, tem varios videos:
http://www.youtube.com/results?search_query=Scrutinizer&search_type=&aq=f

Jovino disse...

Regi, acho que a minha memória antiga ainda dá pro gasto, mas a memória curta, essa é terrivel, pois esqueço tudo.
Jonny, eu tive mais ou menos uns 2.000 vinis, mas hoje, se tiver uns 600 é muito e estão num baú. A muito tempo estou querendo resgatá-los e começar a ouví-los novamente, mas a falta de tempo ou preguiça mesmo e tenho coisas lá que nem me lembro mais.
Hoje está na moda novamente discos de vinis. Um dia destes fui a livraria que adoro que é a Livraria Cultura, pois tem de tudo lá, CDs, DVDs e livros, claro. Mas fiquei impressionado com os vinis que eles têm lá, mas o preço é que um pouquinho salgado, o mais barato custa em torno de R$ 90,00, mas tudo novo.
Jovino

Jovino disse...

Eu não sabia desta banda cover do Zappa. Ãí em São Paulo, como Brasilia, tem muitas ótimas bandas e destaco, se vocês não conhecem a banda Caça Níqueis, que estão hoje com um novo guitarrista e que vão tocar nesta semana no Moto Capital aqui da cidade. O Antigo guitarrista, o André Beleza, formou uma banda na doida com o meu irmão (bateria) e o baixista, ambos da banda Ligação Direta e vão fazer um improviso neste encontro de motos, que é o maior do centro oeste. Vai ser paulera pura, pois o andré é um dos grandes guitarrista de blues aí de são paulo e é autor de uma música já grava por muita gente, Rabo Duro, um dos hinos dos motociclistas.
Jovino

Primo disse...

Comparsas é cultura!!!
Tb, com um time de colunistas desses, é pra matar de inveja a Rolling Stone (a revista, bien sur...)

Irineu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Irineu disse...

Lá vai minha singela sugestão para um futuro post sobre música: King Crimson, mais especificamente a música Three of a perfet pair. Avesso que sou a baladinhas romântica que só fazem melar a cueca (salvo raras exceções), indico essa música, que é uma ode ao descompasso conjugal.

:)

Jovino disse...

Como eu sou mais fã de guitarristas, vai aí Rory Gallagher e o Frank Marino.
Jovino

Irineu disse...

Confesso desconhecer o Frank Marino. Teria ele parentesco com o Ted Boy? De qualquer jeito, estou consertando o desconhecimento com uma busca no VocêTubo e ouvindo agora o cara & Mahogany Rush tocando Dragonfly.

Mutcho bom.

Mas nessa linha tem também o Keith Karloff, guitarrista e mentor do grupo que fez a trilha sonora (ótima) do joguinho de computador Full Throttle, o já extinto Gone Jackals.

Recomendo fortemente a audição dos discos Bone to Pick e Blue Pyramid.

Jovino disse...

O Frank Marino é um ótimo guitarrista canadense de Blues,Rhythm and blues mais pesado.
Mas o que é bom dele, é o trabalho dele mais antigo.

Abaixo um Blues
http://www.youtube.com/watch?v=bPkiVxWk1SA

E um Rhuthm and Blues

http://www.youtube.com/watch?v=wF6jVYDb-X8&feature=related

Jovino