quinta-feira, 12 de março de 2009

O VELHO E BOM DRY MARTINI...

"Uma dose de gim e cinco gotas de vermute ou duas doses de gim e uma de vermute? Limão ou azeitona? A discussão sobre a receita original do Dry Martini - o drinque mais clássico e pedido do mundo - tem a idade do próprio. Teria sido inventado em 1910, no Hotel Knickerbocker, em Nova York, pelo barman John Martini, para atender a um pedido do magnata americano John D. Rockefeller, que desejava algo simples mas diferente. A partir daí, a mistura ganhou o mundo como um coquetel excitante, com sabor de viagem.A polêmica sobre a sua receita original é tão grande que, em uma de suas passagens pelo célebre Harry’s Bar, de Veneza, o escritor americano Ernest Hemingway se saiu com a seguinte tirada: “Se algum dia você vier a se perder na selva africana, nada de desespero. Sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Eu garanto: em menos de 5 minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”.

E a questão não chega a ser resolvida nem no livro - isso mesmo, o drinque já mereceu um livro - do expert americano John Doxat, Stirred, Not Shaken (algo como mexido, nunca agitado). Doxat sugere que a proporção ideal do vermute, para uma dose de gim, é apenas a da sombra da garrafa sobre o copo - ou seja, nada de vermute. Outro apaixonado pelo drinque, o cineasta espanhol Luis Buñuel, registrou em seu livro de memórias, Meu Último Suspiro, sua receita favorita, que exigia poucas gotas de vermute Noilly Pratt sobre pedras de gelo, adicionando-se em seguida uma dose de gim. James Bond, o agente 007, degustava nos filmes uma variante da bebida, com vodca e vermute. De todo modo, algumas regras são universalmente reconhecidas. “O vermute tem de ser bem seco”, explica o expert Derivan Ferreira de Souza, sócio do restaurante Bistrô, em São Paulo, e autor do livro Drinques de Mestre (Editora Ática). “E nunca se deve pôr a casca do limão dentro da taça.” Discussões e fórmulas à parte, a preparação do coquetel, mesmo simples, é um verdadeiro ritual.

(reprod. texto Cobra/foto reprodução)

49 comentários:

Roberto Zullino disse...

É o único drink que gosto. Quem melhor faz é o Solano Ribeiro, o mesmo dos festivais, que mora aqui na Granja. Ele usa Noilly Prat e fica muito bom. Tomou 2 já começa a ficar de fogo.

911 Turbo disse...

Hummmm...this is classic.

O James Bond pede sempre "shaken,not stirred".

M disse...

Este sim !
É o único drink que aprovo !
Se bem que, na minha receita, não há misturas.
Em primeiro lugar, mantenha a garrafa de Tanqueray na geladeira.
Copo idem !
"Despois", simplesmente lave o copo com o Noilly Pratt (só este que presta). Deixe escorrer.
Coloque o gin e parta pro abraço !
E nada de twist de limão ou muito menos azeitonas.
A propósito do Harry's Bar de Veneza, na última vez que estive por lá, fui tomar um Dry Martini em homenagem ao Hemingway, e os safados me cobraram $25.
Tutti ladri !!!

Mestre Joca disse...

Mr. M.,

"Papa" Hemingway alavancou vários negócios, além de seus escritos.
Em Havana, na Bodeguita Del Medio, um botequim desclassificado, fui tungado em 17 dólares americanos por um simples mojito, que em São paulo fazem muito melhor.

M disse...

Joca,
Quer dizer que vc caiu no conto da Bodeguita ????
Eu, muito mais esperto, cai no Floridita...
Hahahahahahhhh...

vitão disse...

uai, a proporção vermute para gin não é 2 para 4? li em elgum lugar.

M disse...

Sö se for prá vomitar....

Pé de Chumbo disse...

Bom mesmo é um tal de Negroni:
1 dose de gin;
1 dose de vodka;
1 dose de Campari;
gelo picado;
e uma rodela de limão.

Pode chamar de "bazooca", também...

M disse...

Pé,
Por todos os diabos, Campari NÃO !!!
Campari deveria ser proibido por lei.
Daqui a pouco vão me aparecer aqui com um Parfait d'Amour e meia-de-sêda...
Faça o seu Negroni com Punt & Mes !
E troque o gêlo picado por cubos.
Mesmo assim, acho que o perfume da Gin não combina com a Vodka.
Mas gosto é gosto.

Mestre Joca disse...

Mr. M.,

O Floridita não é aquele pretensioso bar-restaurante vermelho e branco cafonérrimo, que ostenta uma estátua de bronze do velho Hemingway no canto do balcão, evocando os velhos dias - de Fulgêncio Batista, diga-se - quando ele entornava uns daiquiris por ali?
Humm...caiu no conto da canalha cubana por ali?
Não me diga também que foi "aliviado" por algumas "jineteras" que fazem ponto logo ali adiante !
Só faltava essa...

Jovino disse...

Acho que é mais interessante o Fogo Paulista que a Janis Joplin bebia em sua passagem por praias cariocas.
Quando eu bebia, a mistura não importava e sim o efeito que produzia.
Jovino

Pé de Chumbo disse...

Ô, M, meia de seda? Aí já é sacanagem...

Pé de Chumbo disse...

Jovino, quando moleque tomei um porre de fogo paulista misturado com creme de ovos.
Nem queiram experimentar....foi uma noite de terror...

jonny disse...

E a famosa "porradinha", hein, hein?
duvido q alguém aqui ainda encare uma dessas...

M disse...

Joca,
O "póprio" ! Tb caí no conto do turista ! E imagino que Hemingway revirou na cova quando "viu" aquilo ! Hahahahahahh...
Na verdade, para conhecer a terra do barba, é preciso fugir do circuito turístico. Aí come-se e bebe-se bem e muito barato !
Agora aquelas jineteras-pra-turista não enganam nem o Stevie Wonder, né ?

Pé de Chumbo disse...

Aqui em Curitiba, antigamente, a piazada costumava fazer uma mistura de vinho tinto com coca-cola, chamavam de "Porta aberta"...
Meu Deus do Céu!

Vocês podem imaginar a dor de cabeça, no "day after"???

Também tinha o lance do "submarino", que era colocar um cálice de steinheger dentro de um caneco, completar com chopp e virar de uma vez...Só doido, mesmo...

M disse...

Meus amigos,
Fogo Paulista é ZURRAPA !
Assim como estas cachaças "de alambique", que uns e outros tem a mania de tentar impingir "ni-nóis".
Nem na minha mais tenra infância eu bebia para "dar barato" !
Bebo pelo prazer do bom paladar !
E haja paladar...

Pé,
Meia-de-sêda não serve nem para acender a espiriteira ! É caso de polícia. Mais uma ZURRAPA !

M disse...

Pé,
A propósito deste tal submarino, aprendi uma variante nos USA. Experimente colocar uma dose de Bourbon no copo de cerveja. Fica bem interessante ! Os "tastes" continuam bem definidos.
Mas para não esquentar a cerveja, aconselho a botar o Bourbon também na geladeira.
Bom porre !!!!

Pé de Chumbo disse...

'brigado....Hic!

jonny disse...

Mestre Derivan é um pusta chapa meu e o Primo conhece tb. Aprendi a fazer caipirinha e bloody Mary (ótimo para ressacas) com ele.
Eu ficava no balcão do Tanoeiro (atual Chiado da Costela), só vendo e perguntando sobre os drinks q ele preparava. Minha última noticia é que ele estava no comando do Esch Cafe, lá na Lorena.
Sem falar que a maioria dos últimos barmen premiados de SP foram todos pupilos dele

Mestre Joca disse...

Também estou com Mr. M., beber só pelo prazer.
Pra encher a cara, não vejo sentido, aí qualquer coisa serve até álcool isopropílico.

M disse...

Jonny,
O Derivan é chapa desde os tempos do Ficus, lá da Barão de Capanema.
Um buteco de primeira !

Primo disse...

Grande Mestre Derivan, tem muito barman ganhando premio da Vejinha, tudo cria do cabra, q alem de tudo, é um pusta cara !!!

jonny disse...

Isso, M. Do Ficus tb
O Bistrô que ele era sócio continua lá, mas sem ele. O Esch Cafe é um bom lugar para beber e curtir um cubano sossegado.

M disse...

Isto mesmo !
Cheguei a prestigiar o Derivan, quando ele assumiu o Bistrô.
O Bistrô nasceu na "adega" do excelente Paddock, do Luiz Paduan, onde eu batia-o-ponto, todas as 6as.feiras, para uma traçar uma Roupa-Velha !
Apesar de não curtir os mata-mosquitos, vou sempre ao Ranieri.
Não conheço o Esch. Preciso ir lá chatear o Derivan !

Gilles disse...

O Derivan não trabalhou no San Francisco Bay ?

Jovino disse...

Existem duas bebidas que gostava quando bebia, vinho e a minha preferida que era a loira gelada.
Quanto ao Fogo Paulista, nunca tive coragem de encarar, mas acho que já encarei coisas até piores, pois quando jovem, a questão do paladar era deixada de lado, o que mandava mesmo era ficar tonto, acelerar um opalão brabo e ir a cata das meninas soltas.
Depois ficou chato, até para beber um bom vinho ao lado de uma dama tem que ser a taça certa com aquela frescura de cheirar o vinho antes para sentir o perfume (de quê)e é aí que começa o perigo, é quando estamos começando a ficar velhos.
Jovino

M disse...

Putz !
Não tenho certeza ! Acho que não !
O San Francisco, na primeira versão, foi um buteco excelente !
Na época, o único que era páreo para o Plano's.
Foi pro saco depois da reforma cafona. O ponto está a venda há séculos.

jonny disse...

Sim, Gilles...ele tb foi de lá!
O homem tá mais rodado que o fusquinha do SaabSahibSaloma, hehehe

vitão disse...

No final foi conhecido como Sao Francisco Gay. o ponto é um dos maiores micos dos JArdins. Mas no começo era um lugar classudo . Fechou a uns bons 10 anos.

Jackie disse...

Só de ler , fiquei tonta !
rsrsrsrsrs...

Agora falando sério...
Homem que bebe muito é HORRIVÈL !!

E mulher, piorou, não tenho palavras, é muito, muito FEIO !!

Pé de Chumbo disse...

Jackie tem razão, mulher bêbada fica muito mais ridícula que homem na mesma situação...
Mas tem gente por aqui achando que sou pé de cana, né?
Sou não, gente boa...Já exagerei muito quando jovem, hoje tô só na geladinha, e olhe lá...
Mas a memória tá boa, e traz à baila porres homéricos da juventude tresloucada...

M disse...

Outro buteco interessante foi o Santa Colomba, lá da Pe. João Manuel, com o mobiliário do Jockey Club. Pena que durou pouco !
Sempre gostei de um piano-bar. Comecei pelo do Cambridge, depois foi o tempo do Flag's, com o Vinhas. O 150 teve seu tempo, quando meu amigo Moacir Peixoto tocava lá. Mas o "mais-meió" e duradouro foi mesmo o Plano's. Quando eu entrava, o Pachá tocava Misty prá patrôa (a 2a.).
O último verdadeiro piano-bar foi o do Renaissance, até virar sambão prá satisfazer hóspedes cafonas...
O do Fasano é muito pernóstico para mim.

M disse...

Jackie,
Ficar bebum é coisa de idiota !
Nos bons tempos, estes bares eram o ponto de encontro e os habitués tinham mesa cativa. Lugar para encontrar os amigos no fim-de-tarde para um bom papo, acompanhando de uma boa música e uma boa bebida !
Lugar de gente civilizada !

Mestre Joca disse...

Ai, meu Jisuis...!!

Mr. M.,

Quer dizer que o senhor é chegado num "look at me, I´m helpless like a kitten in the tree..."
Qual a versão, Sarah Vaugham, Ella Fitzgerald ou aquela melosa com o Johhny Mathis?
Ou vai só de pianinho?

Ou esta:
"You must remember this,
A kiss is still a kiss,
A sigh is just a sigh..
The fundamental things apply
As times goes by..."

Êta, lasqueira ....!!!

Roberto Zullino disse...

Eu gostava do stardust do Largo do Arouche, mas nunca fui chegado em drinks, romava o bom e véio "uicão".

M disse...

Joca,
Qualquer uma delas é ótima !
Apesar de gostar bastante do Johnny Mathis, para esta seleção ainda prefiro escalar Mr. Billy Eckstine. Que vozeirão ! Bate até nosso amigo Antonio Benedetto.
BUT, por incrível que pareça, meu melhor disco do gênero é o da rockeira Linda Ronstadt: For Sentimental Reasons, onde ela detona em 11 faixas, culminando com um My Funny Valentine, que é de chorar. Tudo devidamente acompanhado pela orquestra do competente Nelson Riddle.

M disse...

Zullino,
Jantar La Cassrole e continuar a noite num bate-coxa no Stardust. Depois umas flores e depois...
Ah !!!! Quem não passou por isto não viveu...

Mestre Joca disse...

Hummm,...Mr. M.,

Billy Eckstine, o senhor foi muito longe desta vez.
Minha favorita do "grave profundo" é "I Apologize".
De se ouvir chorando...

Aliás, esta música tem uma versão muito boa também com a quase desconhecida Timi Yuro.

Se não me achassem tão pedante, ia colocar uns clássicos por aqui...

Abs.

M disse...

NÃO ! NÃO ! Não faça isso !
A plebe ignara não sabe apreciar !
Eles preferem o hino do curintia...

M disse...

Ouvi dizer que o 250GTO tem todos os discos do Asa de Águia.
E que nosso amigo Primo, o arqueólogo, prefere a Ivete Sangalo.
Fazer o que ?

Roberto Zullino disse...

O dono do Stardust, o pianista, era judeu russo nascido na China, uma figura e tanto. Acho que o nome dele era Allan, mas pode ser que Allan era o outro que era mais alto.
A aposta era se alguém conseguia acender um cigarro antes que o garçon acendesse.
O Plano´s era bom também, a dona era a Silvia Kowarick, educadésima.

M disse...

Zullino,
Dna. Sylvia era "chique-no-úrtimo" e o Plano's era perfeito, onde mulher sozinha não entrava !
Pilotado pelo grande Tatá, com nosso sorridente amigo Joãozinho, sempre a postos com meu Black&White.
E o picadinho ???
E ainda com piano do saudoso João Maria de Abreu.
Detalhe mais do que importante: meu carro parava SEMPRE na porta !
Podia-se querer mais ????

vitão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vitão disse...
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vitão disse...

sem falar no LA Licorne e no Scarabocchio.

M disse...

La Licorne da Dna. Laura e o Scarabocchio do Raul. Nestes "nóis" também ia, mas é melhor não comentar.
Hahahahahahhhh...

Primo disse...

M,
se liga, a Ivete é minha amiga e prima, e deixo ela cantar o q quiser, e se quiser.
Vá chupá prego...

F250GTO disse...

Mr. M, antes que eu te mande de volta pra casinha o a outro lugar mais adequado, esclareço que nem sei o que é Asa de Aguia.
Na minha coleção de vinis, tenho Beniamino Gigli, Carlo Buti, Claudio Villa, entre outros.
Mais recentes, uma boa coleção dos romanticos classicos italianos, Modugno, Dalla, alguma coisa de napolitanos, como Massimo Ranieri (oferta do grande amico Buonanno)
E adoraria ver por aqui os classicos citados melo Mestre Joca, acompanhado das respetivas letras.
E pelos botecos que voce disse frequentou, deve ter ouvido muito Roberto Luna, porisso ficou desse jeito...